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6 bailados a ver pelo menos uma vez na vida # Café Muller


Considerada a mais íntima obra de Pina Bausch, Café Müller (1978) remonta para um tempo e espaço de vivências da bailarina na sua infância, no seio do restaurante dos seus pais.
Numa Alemanha pós-guerra, a deambulação, a solidão, a superficialidade e a dispersão aliam-se a um cenário cinzento e escuro ocupado, à vez, por corpos deambulantes que se expressam numa disrupção, no rebentar de um nó que parece não ter esperança, não sentir resolução. Os corpos em hesitação aliados ao latente receio do reconhecimento assume-se o padrão de relação de toda a obra numa expressão espiritual e muito sensível.

Uma obra minimalista que no seu fosso e desgraça mais profunda se encontra com uma beleza e pureza de movimentos que a felicidade muitas vezes não permite mostrar. Um trabalho de permanente interação com o espaço realça uma proximidade e identificação com o real num movimento de transposição pessoal e muito íntima, numa extensão aos espetadores.
“Tudo se tornou rotina e já ninguém sabe porque está a usar certos movimentos. Tudo o que sobra é uma estranha espécie de vaidade que se afasta cada vez mais das pessoas. E eu acho que deveríamos estar cada vez mais perto do outro.”, explica Pina Bausch.

Lucie.Barreira
Fonte: http://www.espalhafactos.com/2014/04/29/6-bailados-a-ver-pelo-menos-uma-vez-na-vida/
Quinta, 11 de Dezembro, 2014 por Lucie.Barreira