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A arte da Dança do Ventre


O que existe na dança do ventre que chama tanto a atenção? Até mesmo mulheres confessam que é difícil tirar os olhos do ritmo e do movimento que parece ter sido criado com o único propósito de seduzir. Corpo à mostra, maquiagem e gestos harmoniosos se combinam com o olhar misterioso por trás dos véus e o balançar de ombros e quadris. A plástica do bailado esconde benefícios que vão muito além da sedução. A dança do ventre eleva a autoconfiança, queima de calorias, fortalece os músculos, aumenta a flexibilidade e o equilíbrio, melhora a postura corporal e ajuda a desenvolver a concentração e a memória.
A advogada Raquel de Sales, 24, apaixonou-se pela modalidade durante uma confraternização da escola de dança em que ela começou a estudar. “Iniciei as aulas em agosto de 2008 e me apaixonei pela dança, pelas músicas árabes, pelas bailarinas. Desenvolvi um enorme interesse por tudo relacionado à dança do ventre”, comentou Raquel.
De acordo com a advogada, desde que começou a dançar só tem percebido mudanças positivas. “No meu caso, a melhor vantagem da dança do ventre é o relaxamento proporcionado. Tenho as minhas atividades e preocupações ao longo da semana, mas no sábado sempre relaxo quando vou para as aulas, esqueço de todos os problemas e durante duas horas me divirto bastante”.

O mesmo aconteceu com Eloísa Ribeiro, 26. “Adorei as roupas, feitas com muito bom gosto, sem contar com o profissionalismo e a perfeição dos movimentos apresentados em algumas confraternizações da escola. Não perdi tempo e comecei na primeira turma”, conta. “A dança só me faz bem, alivia as tensões de uma semana conturbada, relaxa, ajuda na forma física, na auto-estima, relacionamento pessoal e em tudo”.

O mito da “barriguinha”
Segundo a professora Thaty Libbah, que tem dez anos de experiência na modalidade, a barriguinha atribuída à dança do ventre não passa de um mito. “Fazer dança do ventre não justifica, de maneira alguma, o aparecimento dessa “barriguinha” (risos). Ter a barriguinha um pouco mais saliente está mais ligada à própria fisiologia e hábitos alimentares da mulher do que ao fato de praticar a dança do ventre ou qualquer outra dança”, argumentou Thaty, fundadora da escola ManausBellyDance.
“Acredito que, pelo fato da Dança do Ventre expor muito a barriga, acaba evidenciando a ‘saliência’, digamos assim, que essa mulher já possui naturalmente e que no dia-a-dia pode ser disfarçada com roupas mais largas e de tons escuros”, ressalta Thaty.

Tempo e dedicação
Para alcançar domínio da dança do ventre é preciso dedicação, acima de tudo. Depois vem o quesito da facilidade que cada pessoa tem com a dança. “Em média, dois anos de dedicação contínua já permitem a capacidade da bailarina construir seu próprio solo. Porém com apenas quatro meses já é possível aprender coreografias e apresentar-se publicamente, o que também facilita o desenvolvimento posterior”, comenta a professora Thaty Libbah.

“Grávidas podem fazer a aula mediante autorização médica expressa”, avisa Thaty Libba. “É preciso dizer também que não basta matricular-se nas aulas. É preciso uma dedicação maior, horas a mais de estudo e ensaio, assiduidade, além de algumas regrinhas como possuir no mínimo um ano contínuo de dança, não interromper as aulas por mais de dois módulos consecutivos, dentre outros”.

Lucie.Barreira
Fonte: http://www.portaldadanca.com/
Segunda, 14 de Abril, 2014 por Lucie.Barreira
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