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Jazzy: “Caliente” demais


Ninguém espera mais do que aquele que se quer envolver. Caiu a noite de Outono do dia 25 de Outubro de 2013 e, apesar de a hora não ter mudado, ainda, já se faz escuro mais cedo. As noites tornaram-se mais frias e a chuva decidiu mudar-se para cá – nessa noite estivemos sem “ela”. Santos: situado junto ao Rio Tejo temos a Jazzy com estúdios de dança prestes a “explodir” com a temperatura que se vai fazer sentir. Ninguém entende até lá entrarem e conhecerem o espírito que cada um leva para dentro daquelas “quatro paredes” cheias de acção, energia e mistério.

Assim que dobro a esquina, vinda da Estação de Santos, oiço o “bater” ritmado daquela música nas paredes, que vem até á Rua, quase como se já lá estivesse dentro. Mal coloco a bota que tinha calçada no degrau da entrada, vejo a quantidade de pessoas frenéticas, dispostas a participar em mais um evento de cultura e animação acima de qualquer requisito – que não há. Todos lá estavam; todo o tipo de pessoas, vindas dos pontos mais distantes do país.

Assim que entro, vejo do meu lado direito a recepcionista, alegre, simpática e divertida; entrega-nos os cartões de consumo e diz-nos “Boa noite! Divirtam-se!” (eu estava acompanhada de uma amiga), com um sorriso. Preocupei-me em encontrar o local exacto dos cabides – não ia andar de casaco e carteira ao ombro -, só queria dançar! Acabei por perguntar á menina que estava no balcão a servir bebidas.
Depois de deixar todos os “pesos” no bengaleiro, que se encontrava ao lado da sala de Salsa, entrei na sala de Kizomba. Nelson Freitas! – Ouvi! “Olha, está aqui o Nelson Freitas!” – disse eu para a minha amiga. Nesse momento estavam a fazer um concurso para quem dançasse bem Kizomba e no fim o Nelson Freitas falou ao microfone. Muito simpático!

Depois de uns 10 minutos – à espera -, um rapaz aproximou-se e pediu-me para dançar. Desde essa altura até ao fim da festa, se houve algum minuto em que estive parada, foi pouco. Todos eles foram simpáticos e respeitadores; adorei a vibração de gente boa à minha volta. Tentei dar uns “passinhos” de Salsa mas, não é bem o meu forte, apesar de, desde sempre, adorar Salsa.
Cada uma das salas estava cheia; cheia de pares e pessoas à espera de par. Cada sala estava repleta de calor e cor. A fonte da festa foi, o encantamento.
No fim de tudo, posso dizer que, se houver outra – com certeza de que vai acontecer -, eu lá estarei. E da próxima levarei sapatos de salto alto – as minhas botas de inverno sem salto deixavam-me sem ritmo, quase!

A quem não foi e gostava de ter ido, espero que esta descrição ajude a que numa próxima a vossa ida aconteça; a quem não foi e também não lhe interessa, experimentem! Só depois da experiência é que podem dizer se gostam. A quem foi, espero que estejam desejosos da próxima!
Essa noite foi a primeira em que entrei na Jazzy, mas não vai ser a última!

Eliana Brandão
Quinta, 31 de Outubro, 2013 por Eliana Brandão